Um desagravo a Duchamp

Sessão arqueologia. Texto de um antigo blog meu, extinto, já:

Ah, finado Duchamp, quanta tonteria se fala em seu nome! Quem sbe, já revia isso quando dizia não ser artista, mas jogador de xadrez (na imprensa francesa, seu obituário saiu na seção de enxadrismo; para os esnobes do Velho Mundo, Duchamp era coisa de novo-rico americano). Leio em um velho artigo no Estadão que Duchamp não caiu no jogo da arte conceitual, que botava a mão na massa… Menas, querido articulista, menas.

Duchamp, é, sem dúvida, o pai da arte conceitual, como bem apontava o Geraldo Tomás na Folha do mesmo domingo. O artigo, como boa parte dos escritos do Tomas é de uma panaquice sem fundo; o Geraldo se descabela e exagera quando fala do Duchamp como único pai do pessoal do Fluxus, gente como o John Cage, o cara que fez por merecer não um, mas quatro minutos e meio de silêncio após a morte.

Ora, a turma Dada já estava botando a tuba do avesso quando o Duchamp lustrava o penico para a exposição dos recusados.

Mas caio, aqui, no erro do Geraldo Tomas, e recito coisas que os estudantes de Artes Plásticas aprendem no primeiro ano de faculdade. O Geraldo errou no tom, mas acertou na substância: é meio ridículo acreditar que a obra do Duchamp será acessível com uma retrospectiva da “obra” dele, como a exibida em Sampa, que gerou esses comentários todos. Isso porque, a menos que tenham treinado direito os monitores (e os comentários do público perplexo, transcritos pela Folha, me indicam que não), a “obra” de Duchamp que lhe garantiu lugar na história das artes plásticas pouco tem a ver com exposições museológicas, de objetos criados pelo artista. (Duchamp até reproduziu obras dele mesmo, em fotos e objetos depois arrumados em maletas que distribuía aos amigos; mas isso era, em si, uma outra obra).

lhooqIronia e humor são elementos inseparáveis do trabalho de Duchamp. Ao apresentar um urinol _ e fazer com que um amigo, no corpo de jurados, garantisse sua inclusão no Salão alternativo montado em Paris_, ele punha em xeque o conceito de arte e os limites da rebeldia, dos artistas que se insurgiam contra a arte sancionada pela academia, pelo status quo. (Depois, o Andy Warhol poria a arte em cheque, lucrando muito com o pop; mas isso é tema doutro post). A Mona Lisa com bigodes tem um título (”L.H.O.O.Q.”)que, lido em francês, soa como “ela tem fogo no rabo”, piadinha tão incompreensível quanto reveladora da mania de Duchamp de jogar com os títulos das obras (Ao lado, uma interpretação de um grafiteiro inglês que pegou o espírito da coisa).

Duchamp começa mais careta, porém, aplicando à pintura conceitos de Cèzanne e dos cubistas, misturados a idéias do futurismo (influência que ele renegava), com um elemento adicional: o non-sense evocativo dos surrealistas. “Nu descendo a escada” choca os contemporâneos, não pela imagem, uma representação dinâmica quase monocromática e movimento, mas pelo título. Nus reclinavam-se, assumiam poses mitológicas, até assemelhavam-se a figuras banais; mas não movimentavam-se pelo mundo, como gente, descendo escadas, nem se encaixavam no conceito de arte contestatória dos rebeldes de então.
Os irmãos de Duchamp o recriminam pela tela, recusam a obra no Salão dos Independentes, e ele briga com eles e os amigos, vai a Nova York, onde é recebido como um sopro de modernidade européia pelos apreciadores de arte ávidos de novidade. É nos EUA emergentes do pós-guerra que Duchamp emerge também como figura lendária. The right man in the right place.
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Duchamp _ e aí está o erro do articulista Estadão _ reprovava os cubistas pela sua subserviência a uma arte “retiniana”, “ótica”, voltada aos sentidos. Ele é pai e avô dos conceitualistas porque, mais que enfant terrible como os Dadas e seu gosto pelo irracionalismo e pela contestação, ele tem uma pretensão teórica; e é o primeiro a condenar seriamente a estética como padrão de julgamento da arte. O artista não é mais um artesão iluminado, mas uma espécie de medium, um intermediário que vai traduzir em Arte o espírito, desafios e ameaças de sua época.
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Até hoje escandaliza, e intriga. Duchamp e seus netinhos me fazem lembrar Platão, que excluiria os artistas de sua República ideal porque eles enganavam o povo, com imagens que não passavam de ilusões montadas sobre outra ilusão _ aquilo que pensamos ser realidade e que, para Platão, não passa de fantasmas da verdadeira realidade, a Idéia. Diferentemente de Platão, porém, os idealistas da Arte contemporânea valorizam (claro) e repensam o papel do artista, que não seria mais reproduzir o visível (há máquinas para fazer isso), mas vasculhar esse mundo das idéias, para trazer novas idéias ao mundo.
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O mais importante não seriam os objetos, os resultados dessa pesquisa, mas o próprio processo executado pelo artista nessa busca de novas significações para aquilo que nós experimentamos sem ter consciência exata do que estamos experimentando. Um dos bispos dessa nova religião, Joseph Kosuth, vai dizer que os quadros cubistas são meros cadáveres, resquícios da verdadeira arte dos cubistas. A arte não é o quadro, mas o processo pelo qual eles revolucionaram a forma de representar o mundo visível.

Instalação de Joseph Kosuth
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É um caminho onde a arte vai encontrar a filosofia e brigar para tomar o lugar dela, com regras próprias. O conservador Tom Wolfe, com um estilo que falta a muitos críticos inconformados com a arte contemporânea, vai zombar disso num livro, A Palavra Pintada, em que prevê exposições onde as tabuletas explicativas chamarão mais atenção que os objetos de arte. O que ele não aceita é que a experiência pura, dessa arte que exige explicações, às vezes possa abrir a cabeça das pessoas dispostas a compreender novidades.

Sobre esse mundo aberto pelo Duchamp, de uma arte não representativa e conceitual, quem tem um comentário bacana e mais inteligente que a do Wolfe é o iconoclasta Michel Onfray, ao falar da necessidade de “fabricação do gosto” no mundo contemporâneo:
“Aceite, no princípio de sua iniciação (à Arte) perder-se, não compreender tudo, misturar, enganar-se, aproximar-se, de não obter, de cara, resultados excelentes”. Ninguém se arrisca a criticar um grande intelectual sem dedicar algum tempo a entender o que ele fala, argumenta o Onfray.

Com a arte que debocha de si mesma, essa dedicação a entender é mais difícil. Mas necessária, como mostra a fertilidade do trabalho esquisito do Duchamp. É curioso como certos achados da criticada arte contemporânea vão sendo apropriados, com o passar do tempo, pela publicidade, pelo cinema, pela arquitetura e pelo design e incorporados na vida daqueles que achavam uma empulhação as obras que inspiraram essas apropriações.
(e pensar que eu ia escrever sobre a Marina Abramovic e um artigo sobre os limites da vanguarda chocante. Fica para o próximo domingo).

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O polemista resolve a polêmica

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“A massa ainda comerá do biscoito fino que fabrico”

Acaba a semana na Sergio Leo Foundation, entidade reconhecida pelas autoridades como patrimônio imaterial, por sua faina diuturna pelos direitos do leitor. Nosso CEO, Oliveira, o canalha da redação, balança o copo de cristal com puro malte escocês, como se gelo houvesse (mas só bebemos uísque caubói em nossos convescotes de sexta-feira).

E repete:

“A massa ainda comerá do biscoito fino que fabrico”.

Toma um gole, e levanta a voz rouca, virando o rosto para mim, com um olhar intenso:

“Você percebeu? Oswald de Andrade!! Paulistão! Filho brilhante da burguesia paulista, que ajudou a guiar a pauliceia do século XIX à modernidade! A vida inteira em São Paulo!”

E daí, Oliveira?

“E qual a contribuição dele para a cultura nacional? O orgulho dele? Biscoito!! Biscoito, entendeu bem? E não bolacha!!”

Pousa o copo em nossa mesa de reuniões de maçaranduba envernizada, e conclui:

“BISCOITO fino. I rest my case.”

Quando bebe, Oliveira deixa escapar expressões em inglês; nunca anglicismos mal arranjados. Na semana que entra, vamos entronizar uma foto do grande Oswald em uma das paredes de nossa combativa organização. Um tapa na cara das falsas polêmicas. Ou uma bolacha, como preferirem.

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Deixai vir a mim as criancinhas

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Entendo as pessoas cujos pais foram bem sucedidos em criá-las em um ambiente asséptico e assexuado na infância (embora suspeite que essas sejam uma assombrosa minoria). Mas quando vejo gente como a mãe que acaba de passar na TV, vangloriando-se de vigiar a filha na Internet com empenho de carcereiro, controle de senhas e patrulha diária, tenho pena.

O que a filha dessa moça está aprendendo é que, nesse mundo de wi-fis e acesso livre à Internet, quando ela encontrar algo que a choque ou intrigue ou assuste _ e vai encontrar _ a última pessoa a procurar para ter orientação é a mãe. Porque da mãe só vai receber repressão e medo.

Ilusão imaginar que a infância será essa utopia construída pelo mundo moralista _ e devidamente avacalhada por aquele velho tarado e pedófilo aí da foto. Isolar a criança do mundo não é solução. Acompanhá-la, protegê-la com racionalidade, permitir que veja e conheça o que verá e conhecerá de qualquer modo, mas mostrando que os pais são uma referência para compreender essas experiências: ensiná-la a entender e diferenciar o que é saudável e o que é doentio, essa é a forma de proteger a infância.

Censura e pavor de “expor”a criança é apenas uma ilusão aberta às frustrações _ e a manipulações de aproveitadores e desonestos, como o político safado que discursa na tribuna em nome da família, ou o grupo de moleques oportunistas que adota discurso indignado só para conquistar o voto e a alma conservadora de gente ignorante.

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Boçais, perplexos e banais

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A boçalidade dos que fecharam uma exposição de arte teve um efeito colateral: liberou também gente sensível e inteligente para desabafar sobre o próprio desconforto com o hermetismo da arte contemporânea.

E, nas redes sociais, haja republicação de matéria sobre o sujeito que botou os óculos no chão e fez um monte de gente achar que era uma obra; dos carinhas que meteram um abacaxi numa mesa de uma exposição e alguém que cuidava da mostra até o protegeu com uma redoma de vidro; da faxineira que varreu uma instalação, pensando ser o resto de uma festa ..

O difícil de perceber, às vezes, é que é isso mesmo: o apreciador da arte contemporânea, o legítimo, de raiz, é alguém disposto a procurar sentido até na banalidade; a escapar do pragmatismo e da especialização que esterilizam as relações humanas, dar um breque e se dedicar a entender novas _ às vezes repulsivas, ou chocantes, ou ridículas _ formas de expressão e modelos muito originais de interpretação da realidade; a viajar na viagem do outro e a rir (ou, pelo menos, duvidar) de si mesmo. A imaginar que uns óculos no chão ou um abacaxi na vitrine podem merecer um olhar de atenção e curiosidade, se foram colocados onde estão por alguém disposto a provocar uma reação emocional ou intelectual ou despertar uma reflexão que pode valer a pena.

Há, ainda, é verdade, um mundo do comércio e construção de reputações, com critérios alheios à arte, que impulsiona e promove determinados artistas. Há considerações políticas, como as que levaram os órgãos de inteligência americanos a promover artistas esquerdistas do expressionismo abstrato, durante a Guerra Fria, só para dizer ao mundo como a liberdade da democracia americana era superior ao comunismo do realismo socialista soviético. Os próprios artistas tratam disso, e os críticos discutem esses aspectos alienígenas, que podem acabar ajudando a levantar carreiras de legítimos artistas ou promovendo quem não merece.

E sempre haverá, também, as pegadinhas dos gaiatos dispostos a ridicularizar o que não entendem, claro. Mas esses se confundirão com os outros milhões de gaiatos dissolvidos na história da humanidade.

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Da série: a última do português I

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Possuir, em lugar de ter. Utilizar em vez de usar. Essa mania viciosa de abandonar as palavras simples para aparentar sofisticação virou praga na academia e na imprensa, e é um dos alvos do trabalho inclemente da Sergio Leo Foundation, a principal organização mundial em defesa do leitor.

Agora, por exemplo, nosso CEO*, Oliveira, o canalha da redação, acaba de se deparar com um texto (certamente de denúncia) onde empresas de um determinado setor “possuem clientes”.

“Vamos investigar se é um caso de abuso sexual”, avisa Oliveira, enquanto tira o terno do encosto da cadeira e checa com nosso departamento de transportes para ver se o Uber não aderiu à greve geral.

 

 

*(O amigo Nélson Franco Jobim implica com o cargo de Oliveira que, defende ele, por coerência com a missão de nossa ONG, deveria ser “diretor-geral”, “diretor-executivo”ou algo do gênero grafado na língua de Machado, Eça e Paulo Coelho. Tem suas razões, ele. Mas motivos de planejamento tributário e arrecadação de fundos nos obrigam a manter um organograma em inglês e uma sede em Washington, onde esperamos, um dia, comover algum alto funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento com poder de liberar uma linha de financiamento para nosso trabalho humanitário-semiológico).

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Senta, que ele chegou. O sommelier de caderno literário.

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Bela, muito bela, a idéia do Maurício Meirelles, na Folha, de ir ao subúrbio para mostrar como sobrevive o Rio de Lima Barreto. E de começar o artigo com um saborosíssimo lead literário. Uma delícia. Tem um ou outro parágrafo que mereceria ficar mais tempo no decanter para respirar, mas, no geral, o retrogosto é suave, com tons cítricos e agradável persistência no palato. A foto é mais bem aproveitada que nO Globo, que reproduziu a mesma imagem de Lima, único negro na formatura da Politécnica, único olhando tudo de lado, como nota a legenda da Folha. Já a crítica do Antônio Risério que acompanha a matéria é meio amarga, tem notas de implicância com o bom mocismo politicamente correto da Lilia Schwarcz na biografia do Lima, e parece mais apropriada ao gosto dos tradicionalistas com apetite por crítica literária aderente à estrutura dos textos, sem muitas concessões gustativas ao contexto socio-antropológico dos autores.
O Leo Cazes, nO Globo, vai mais no estilo merlot, um bouquet familiar e um surpreendente toque de angústia, sobre a relação entre Lima e o “racismo científico”da época. De estalar a língua. O resultado final é de sabor redondo e bem encorpado, com textura complexa e muito densa.
No Estadão, a melhor foto da Lilia, não só porque ela está bem bonitinha na imagem, mas pela galeria de obras em papel atrás, que adorei. O Ubiratan Brasil optou pelo convencionalismo de um cabernet sauvignon, correto, com elogios à historiadora, uma descrição do livro que desperta curiosidade e uma entrevista convencional mas com evolações de grande espírito, que acabam trazendo ao paladar sabores não explorados nas outras matérias, como detalhes de certas facetas “do contra” de Lima Barreto, explicações sobre sua rivalidade com Machado de Assis e o fato de jogar no meu time, o dos que detestam futebol.
Enfim, recomendo a degustação dos três, que harmonizam muito bem com esse sabadão preguiçoso de sol e frio.
Aqui, a da Folha.

Aqui,  dO Globo.

Aqui, do Estadão.

E viva a Joselia Aguiar, que meteu o Lima na Flip e certamente inspirou essa profusão inebriante de notícias recentes sobre o sujeito.

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Bombando nos jornais

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Um evento que não se notava há algum tempo foi registrado hoje pela Sergio Leo Foundation, entidade de defesa dos direitos do leitor: segundo informou grande jornal de alcance nacional, na edição de hoje, a notícia de um fato surpreendente “caiu como uma bomba”.
Já houve tempos em que essas bombas caiam com tanta frequência que Oliveira, o canalha da redação e CEO da SL Foundation, temia pela sobrevivência da espécie, principalmente as espécies política e a administrativa. Consulta feita pelos estatísticos da instituição, nesta manhã, identifica pouco mais de 71 mil ocorrências no Google para a expressão “caiu como uma bomba”, resultado que mostra a persistência, no país, de um conflito de porte médio, geo-referenciado pelos departamentos de lugares comuns das principais organizações jornalísticas.
Os últimos bombardeios mostravam forte potencial explosivo no arsenal armazenado pelo Judiciário, com o insólito e frequente registro de várias listas (“do Janot“, “de Fachin“) caindo como petardos na capital federal.

A mais recente queda de artefato bélico, segundo informa Oliveira com base na leitura de hoje, teria ocorrido em Moscou, aos pés da comitiva do presidente da República do Brasil, e estaria relacionada com botões que teriam sido apertados por uma comissão do Senado Federal.
“Isso significa que a tecnologia nacional já está habilitada a usar mísseis de longo alcance e não poupa nem as grandes potências mundiais; isso não vai terminar bem”, ponderou Oliveira, que advoga pelo desarmamento dos operadores de clichê nas organizações jornalísticas brasileiras.
P.S.: A Sergio Leo Foundation acaba de receber informes contraditórios, pela TV. Segundo comentário abalizado em programa matutino, a ação bélica no Senado apenas “acendeu uma luz amarela”. Oliveira, o canalha da redação e CEO de nossa querida instituição em defesa do leitor, já acostumado a essa vigilância jornalística nos semáforos do país, acredita que possa ter havido um curto circuito.
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