O não-preconceito linguístico, bem aplicado

Os críticos do “Preconceito Linguístico”, de Marcos Bagno, não entendem que se deve fazer como essa professora: perceber quando o “erro” gramatical deve ser incentivado.

Os apologistas (muitos) da adoção acrítica do “Preconceito Linguístico” do Marcos Bagno não entendem que a escola tem um compromisso com a norma culta, que democratiza um marcador de classe e de instrução; não se deve demonizar o ensino da gramática.

Ao mesmo tempo em que se compreende que o “erro” nem sempre está errado no contexto do falante, é preciso apontar o desvio, mesmo quando ele traz contribuição à língua.

Fico comovido com uma história dessas:

(ANSA) ­ “Petaloso”. Esta é a mais nova palavra do idioma italiano e foi criada por um menino de 8 anos de idade, em um “erro” escolar. O curioso caso gerou tanta repercussão na Itália que até o primeiro­ministro, Matteo Renzi, e a montadora Fiat já adotaram a expressão, que significa literalmente “ter muitas pétalas”, mas se refere a algo “bonito”. Matteo, filho do casal Lisa e Marco, escreveu a palavra “petaloso” durante uma aula na escola primária “Marchesi”, localizada na cidade de Copparo, região da Emilia Romagna. A palavra foi bem­ vista pela professora Margherita Aurora, de 42 anos, que divulgou a criação de Matteo.

Em poucas horas, “petaloso” já despontava nos trendings topics do Twitter e do Facebook. “Matteo foi muito inteligente, mas isso poderia ter acontecido com qualquer outra criança da turma, pois eu sempre tento desenvolver nos meus alunos uma certa fantasia, criatividade. Acredito que o que aconteceu tenha sido fruto do trabalho que fazemos todos juntos”, disse Aurora.

De acordo com a professora, a palavra surgiu durante uma atividade sobre adjetivos. O menino escreveu “petaloso” para definir a palavra “flor”. Apesar de Aurora circular o termo com uma caneta vermelha para sinalizar o “erro”, acrescentou um comentário na correção para estimular a criança: “belo”. “Apesar da palavra não existir, gostei dela. Por isso, recomendei enviá­la à Academia Crusca para uma avaliação”, explicou Aurora. Após analisar o novo termo, a Academia admitiu que a palavra pode ser incorporada ao idioma italiano caso seu uso passe a ser recorrente.

A matéria toda está AQUI.

Nesse site, no slide 7, há uma reprodução de um blog extinto com pitaco meu _ aliás, do Monteiro Lobato _ sobre a discussão a respeito de gramática e correção. Se os falantes do português mudaram o latim, por que o jeca não pode mudar o português?, pergunta ele, AQUI (slide 7, eu disse).

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Sobre sergioleo

Escritor, Jornalista, artista plástico
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