Mentiras do Rio-Prêmio Sesc 2008

Mentiras do RionaCultura

aplauso1

Mentiras-fichaMentiras do Rio

Sobre Mentiras do Rio:, Prêmio Sesc de Literatura 2008:

Quando li Mentiras do Rio, eu tive a certeza de que seria o livro premiado, e eu mal havia começado a ler os 51 originais que concorriam ao prêmio (na etapa final). Li, então, os originais e se encontrei alguns de qualidade, nenhum encontrei que tivesse a força, a invenção e a beleza de Mentiras do Rio. Ali estava, inquestionavelmente, um livro que merecia as honras da publicação, um livro que merecia chegar às mãos de todos os que amam a boa literatura (Luiz Vilela)

Com humor, com uma frase simples e bem construída e com personagens marcantes…o autor passeia não apenas pela cidade, mas pela própria ficção, montando histórias que, aparentemente coladas à realidade, guardam sempre alguma possibilidade de ilusão ou, no minimo, de surpresa(Flávio Carneiro)

mentiras 1O tema da mentira como versão da realidade é enfrentado com resultado notável. Narrativas que se constróem de maneira simples, quase como crônica, mas que reservam sempre um fundo instável e conquistam o leitor pela inteligência (Bruno Zeni-Folha de S. Paulo)

“O trabalho de Sergio Leo supera em muito o padrão médio dos raros livros de contos que se editam hoje no Brasil. Pode-se dizer, sem medo de errar, que dos 12 casos contados por ele cinco são de alta qualidade (Lourenço Cazarré-Correio Braziliense)

Sergio Leo repórter, era e é assim:implacável, persistente, isento.Sergio Leo ficcionista é, e tudo indica que ainda mais será, imaginativo, inventador fingidor. (Paulo Totti-EU&-Valor Economico)

Há no livro diversos contos que … permitem ao leitor tornar-se cúmplice – do autor ou mesmo dos personagens – na busca do que veio antes e no que pode ter ocorrido depois. SL parece divertir-se com esse jogo – tanto que lança pistas falsas, caminhos tortos. Nesta pantanosa faixa erguida entre tantas dúvidas desfilam personagens como velhos solitários, a putinha desamparada e o artista plástico que tenta, a partir do trabalho de um colega, criar uma obra que, de certa forma, questionaria a lógica desenhada e propagada por aquele primeiro autor. Daria certo? Respostas no livro. (Fernando Molica)

Fiquei empolgadíssimo com “Mentiras do Rio” desde o primeiro conto, “Cabeça de Mentiras 2porco”, uma história delicada sobre a solidão e a necessidade de companhia que a maioria das pessoas tem ― apesar de o título não insinuar isso. O terceiro conto, “Monólogo do flanelinha”, é um contaço. Muito bem escrito, muitíssimo bem enredado, excelente. Aliás, é assim todo o livro: bem escrito, com histórias muito interessantes, em sua maioria inusitadas e divertidas ― mesmo que não engraçadas ―, e todas de enorme qualidade literária. Mentiras do Rio é uma das várias provas de que os autores contemporâneos têm, sim, muita qualidade. (Rafael Rodrigues-Digestivo Cultural)

As mentiras a que o título se refere são nossas conhecidas do dia-a-dia. No texto de Leo têm a capacidade de nos surpreender. E você não precisa ser como eu, que tem flanelinhas amigo – um deles sempre me convida para a sua festa de aniversário num boteco da rua, o outro ganha cesta de Natal…- para se encantar com o conto “Monólogo do Flanelinha”. (Carla Rodrigues – blog Contemporânea)

Se você o conhece das colunas jornalísticas sobre comércio exterior e política sul-americana, talvez fique surpreso em descobri-lo ficcionista. Se acompanha seu ótimo blog, provavelmente dirá algo como “Eu já sabia!”. Era óbvio que o criador de Oliveira, o canalha da redação, guardava outras cartas na manga. Mais precisamente, os contos de “Mentiras do Rio”, vencedor do Prêmio SESC de Literatura em 2008. (Maurício Santoro-blog Todos os Fogos o Fogo)

Mentiras 3O humor do Sergio… não é gratuito, niilista. Me lembrou o humor das novelas do Campos de Carvalho. Até quando faz metaliteratura, como em “Mentira”, o autor/narrador aproveita mesmo é pra tirar sarro do pobre leitor em apuros com um furacão de tempos verbais. (Daniel Lopes-blog Amálgama)

 

(as vinhetas nesta página são reproduções das ilustrações feitas para o livro por Rubem Grilo)

MATÉRIA DO LANÇAMENTO EM BRASÍLIA, DE NAHIMA MACIEL, NO CORREIO BRASILIENSE:

LITERATURA

Sergio Leo lança livro de contos na Livraria Cultura

 postado em 04/08/2009 10:50 / atualizado em 04/08/2009 11:02

Nahima Maciel

Repórter recém-formado nos anos 1980, Sergio Leo foi incumbido de fazer um roteiro com dicas do final de semana no Rio de Janeiro. Nos arquivos do jornal O Globo, para o qual trabalhava, descobriu pilhas de matérias sobre o tema. O enfoque semelhante dos textos levou o jovem repórter a refletir sobre a pauta. “Eu sentia uma necessidade de contar o Rio de maneira diferente”, lembra. Tarefa complicada diante do fato de a capital fluminense ser a mais narrada na literatura brasileira, inclusive aquela publicada nos jornais em forma de crônica e contos.

 FOTO: RUY BARON

Ruy Baron/Divulgação

Sergio Leo foi então fuçar personagens capazes de direcioná-lo para o tal caminho “diferente”. Descobriu uma cidade encantada e escreveu o roteiro da pauta. Guardou para depois a vontade de transformar o material em contos. Quando o fez, entre 2006 e 2007 – ganhou o Prêmio Sesc de Literatura 2008. Mentiras do Rio reúne 12 contos passados no Rio e amparados por um jogo literário no qual o autor aproveita para discutir questões como a criação literária, filosofia e conhecimento. O lançamento é nesta quarta, às 20h, na Livraria Cultura. Sergio Leo tem 46 anos. Mora em Brasília há 24, passou parte da infância em Fortaleza e, de Rio mesmo, tem menos de uma década. O sotaque, no entanto, continua forte. E os hábitos, de certa forma, também, incluindo aí a prática do jornalismo que hoje exercita como colunista de jornal. Por isso o olhar versado sobre a cidade em Mentiras do Rio tem particularidades que fazem do livro uma coleção de tipos e costumes muito especial. Práticas que os cariocas dão como naturais de seu modo de vida aparecem explicitados por um narrador ao mesmo tempo nativo e estrangeiro.Umberto Eco O Rio serve apenas de desculpa para o autor efetivar a experiência da escrita, esta sim mais importante que o conteúdo de cada conto. Leo recorre ao escritor Umberto Eco para explicar. “Ele diz que todo livro começa com uma ideia. Algumas ideias desse livro não são o Rio. O Rio entra como cenário, um pretexto para falar da linguagem, de como a gente não se dá conta do arbitrário da linguagem, como alguns códigos passam por nós sem percebermos.” E assim ele insere nos contos um conjunto de citações sutis, mas fundamentais para o propósito de refletir sobre o próprio processo criativo. O leitor pode nem perceber – e isso não compromete de forma alguma a leitura – mas vai esbarrar em Nietzsche num senhor de longos bigodes, em Dostoiévsky no monólogo de um flanelinha e até em Borges na busca desesperada de um rapaz por uma língua misteriosa nas estantes do Real Gabinete Português de Leitura. Há, também, o momento em que o autor resolve confrontar o leitor e explicitar o jogo. Em Mentira, o narrador conversa com o suposto leitor e trata de avisá-lo, a cada parágrafo, estar ele mergulhado em uma ficção. “Eu quis mostrar que em toda leitura tem um pacto entre o leitor e o escritor.” O Rio começa a ficar para trás no final do livro, quando Sergio Leo anuncia sua próxima investida. Em O sumido Gralha, a figura de um artista plástico inspirada no amigo Rubem Grilo, gravador e autor da capa e das vinhetas do livro, questiona a arte contemporânea. Para o próximo livro, cujo título provisório poderia até ser Mentiras da arte contemporânea, ele pretende criar personagens capazes de problematizar questões como mercado, papel da crítica e definição do que é ser artista. MENTIRAS DO RIO De Sergio Leo. Record, 144 páginas. R$ 29. 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s